O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi detido em sua residência após ser destituído pelo Senado nesta sexta-feira (6). A medida ocorre em meio às investigações sobre a crise financeira do Ueno Bank, que levou o Ministério Público a pedir sua prisão preventiva. Pedro Alliana, até então vice-presidente, tomou posse como novo chefe do Executivo. A informação foi divulgada pelo jornal paraguaio ABC Color.
Agentes da Polícia Nacional cumpriram a determinação do Ministério Público e prenderam Peña, logo após a aprovação de seu impeachment pelo Senado. Ele está sob custódia em sua residência.
O Ministério Público do Paraguai pediu nesta sexta-feira a prisão de Peña e do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, no âmbito de uma investigação por lesão de confiança e outros delitos.
O pedido foi encaminhado ao Juízo de Garantias por quatro procuradores das unidades especializadas em Crimes Econômicos e Anticorrupção e em Crimes Informáticos. No documento, os investigadores solicitam o cumprimento de uma ordem de prisão emitida nesta sexta-feira contra os dois ex-dirigentes.
Segundo o ABC Color, os procuradores pediram que Peña permaneça detido em sua residência até ser colocado à disposição do Ministério Público. Já Carvallo deverá ficar sob custódia nas instalações determinadas pelo Comando.
O Senado do Paraguai aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira, o impeachment de Peña em meio à crise política provocada pelo escândalo envolvendo o Ueno Bank. Com a destituição de Peña, o vice dele, Pedro Alliana, assume o cargo até 2028.
A instituição financeira sofreu intervenção do Banco Central após enfrentar problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeando protestos no país.
Em comunicado divulgado minutos antes da votação, Peña já admitia a derrota. “Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai. Não quero que minha presença cause mais divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal”, alegou.
