
“Hoje comemora quem não produz, não trabalha e não quer trabalhar. Quem é maconheiro, os artistas cheiradores e estudantes revolucionários que querem agradar os amigos e professores”, disse ela, que é esposa do prefeito Flavinho Santana (União Brasil), que apoiou e fez campanha para Flávio Bolsonaro (PL).
A publicação teve rápida repercussão e gerou uma onda de críticas e notas de repúdio. Após a postagem viralizar, ela fez uma nota se desculpando (veja abaixo) e apagou sua rede social.
Em Jequié, Lula venceu com 62.460 votos (64,87% do total válido) contra 33.829 votos (35,13%) de Flávio.
Em nota, o Sindicato dos Servidores Municipais repudiou as “generalizações ofensivas e desrespeitosas contra artistas, estudantes e cidadãos brasileiros que possuem posicionamentos políticos e ideológicos diferentes dos seus”.
Ao afirmar que determinadas pessoas ‘não produzem, não trabalham e não querem trabalhar’, associando artistas, estudantes e ao povo em geral a comportamentos depreciativos, a publicação ultrapassa os limites do debate político respeitoso e reproduz estereótipos e preconceitos que desqualificam segmentos fundamentais para o desenvolvimento social, cultural, científico e econômico do país.
Lideranças do PT na cidade também publicaram nota dizendo que “nossa juventude merece respeito!”.
“Repudiamos toda forma de desqualificação dos estudantes que lutam por uma educação melhor, por direitos sociais e por um país mais justo. Pensar diferente não deve ser motivo de ofensa, mas parte da democracia. Em 2028, Jequié terá novamente a oportunidade de escolher seus representantes. O poder emana do povo, e a juventude não abrirá mão do direito de lutar e se posicionar”, diz Deivid Borges, coordenador da CNB (Construindo um Novo Brasil, tendência majoritária do PT) de Jequié.