Jomard era professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba e foi presidente da Fundação de Cultura do Recife, onde contribuiu para a criação de espaços dedicados às artes, como as galerias da Rua da Aurora e da Prefeitura do Recife, na década de 1970.
Naquela época, provocou grande repercussão com o filme Palhaço Degolado, uma obra ligada à contracultura pernambucana. Por conta de seu conteúdo e de seu caráter contestador, o filme foi censurado, e Jomard enfrentou processos e dificuldades em sua trajetória profissional. Segundo este relato, chegou a ser aposentado precocemente de cargos públicos, sendo posteriormente reintegrado.
Jomard fazia parte de um grupo de artistas e intelectuais do qual participavam Paulo Bruscky, Sérgio Lemos, Almir Castro Barros, Marcos Cordeiro e eu também.
Hoje, fica a lembrança de um amigo, de um companheiro de ideias e de alguém que marcou a história cultural de Pernambuco.
Jomard, sua memória permanecerá viva na história da nossa cultura e no coração daqueles que tiveram o privilégio de conviver com você.
Um amigo que parte, mas deixa saudades.
