O comunicador José Nivaldo Júnior, à frente do Jornal O Poder, foi condenado pela Justiça Eleitoral a retirar uma publicação em que atacava a governadora Raquel Lyra (PSD). A ação também se estende ao blogueiro Magno Martins, que costuma fazer dobradinha nos conteúdos de Zé Nivaldo.
O desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira considerou, em sua decisão, que os conteúdos citados estariam “gravemente descontextualizados, editados ou manipulados, com o especial intento de desvirtuamento da mensagem difundida, com a indução dos seus destinatários em erro”. Segundo ele, “a narrativa apresentada carece, a priori, de indicação de fontes verificáveis ou suporte documental mínimo que embase a gravidade das afirmações veiculadas”.
Na publicação, Zé Nivaldo afirmava que suas fontes eram, pasmem, as paredes do Palácio do Campo das Princesas.
“As paredes do Palácio do Campo das Princesas, sempre fontes fiéis de O Poder, nos contaram que foi a madrugada mais agitada da história. Depois que o Homem-Bomba, Amisadai Andrade, denunciou que o gabinete do ódio funcionava dentro do palácio, foi determinada pela governadora uma mudança radical na madrugada. A ordem era não amanhecer nada nem ninguém ligado a essa milícia digital nas dependências do palácio”, disse Zé Nivaldo na publicação apontada pela Justiça Eleitoral como “manipulada”.
“A madrugada foi uma correria, mais de 300 pessoas atuaram nesse processo de mudança, sob o comando direto e pessoal da vice-governadora Priscila Krause e de um auxiliar direto da governadora Raquel Teixeira Lyra. O canto amanheceu limpo, preparado para qualquer devassa”, completava o discurso de Zé Nivaldo, que, assim como Magno Martins, vem fazendo campanha para João Campos (PSB), a quem o segundo apelidava de “prefeito infante”, mas que agora é considerado, por ele, o melhor do mundo.