Mendonça Filho aciona o Ministério Público de Pernambuco para investigar suposto uso de servidores da PCR em protestos contra o Governo do Estado


O deputado federal Mendonça Filho protocolou uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) cobrando a apuração sobre o possível uso da estrutura administrativa da Prefeitura do Recife e o envolvimento de servidores municipais na organização de protestos recentes contra o Governo de Pernambuco. As manifestações vêm ocorrendo em diferentes pontos da capital e da Região Metropolitana.

Segundo o parlamentar, os atos apresentam indícios de coordenação prévia com fins político-eleitorais. “Os protestos dos últimos dias são claramente orquestrados. Acontecem em bairros diferentes, mas seguem o mesmo formato e a mesma estrutura. Às vésperas da eleição, é tudo muito estranho. Inaceitável que servidores públicos da Prefeitura do Recife tenham participação ativa nessas mobilizações. É uma suspeita grave que precisa ser investigada”, afirmou Mendonça.

O deputado ponderou que o documento enviado ao Ministério Público não contesta o direito à livre manifestação popular, mas foca na preservação da legalidade e no equilíbrio de outros direitos fundamentais.

“O direito de manifestação é legítimo e deve ser respeitado. Mas ele precisa conviver com outros direitos igualmente garantidos pela Constituição, como o direito de ir e vir das pessoas, que vem sendo desrespeitados por esses protestos”, declarou o parlamentar, reforçando a necessidade de passar a limpo a atuação da máquina municipal. “Se houver servidores, contratos públicos ou recursos da Prefeitura empregados nessa mobilização, estaremos diante de um fato grave que exige uma apuração rigorosa”.

Indícios e pedidos de informação

A representação fundamenta-se em reportagens da imprensa, materiais de convocação de atos e publicações em redes sociais que sugerem a atuação de agentes públicos na liderança e divulgação dos bloqueios. Entre as evidências apresentadas, destaca-se a suposta participação de um assessor lotado na Secretaria de Articulação Política e Social do Recife, além da coordenação dos grupos por meio de aplicativos de mensagens.

No pedido encaminhado ao MPPE, Mendonça Filho solicita que a Prefeitura do Recife preste esclarecimentos sobre o vínculo funcional dos citados — incluindo dados sobre lotação, atribuições e folhas de frequência —, além de informações sobre contratos de empresas terceirizadas que possam ter relação com os episódios.

Do Jornal do Comércio