Episódio de Gustavo Lima evidencia BOs de Chaparral

Cléber Chaparral, prefeito de Surubim em Pernambuco, é a figura que viralizou no sábado (28) após tecer críticas e chamar o cantor de ‘ladrão’.

Diante do público que aguardava a apresentação, Chaparral subiu ao palco revoltado e cobrou a devolução do cachê milionário, estimado em R$ 1.353.000, chamando o artista de “ladrão de consciência” e “ladrão do dinheiro do povo”.

O dinheiro referente ao cachê do show já foi devolvido e as declarações do prefeito devem render processos na justiça.

O cantor enfrenta uma severa intoxicação alimentar aguda há três dias, o que o impediu de se apresentar. Gusttavo é reconhecido como um dos cantores mais profissionais e disciplinados do mundo artístico e jamais colocaria em xeque sua carreira por algo que não fosse um motivo de força maior.

O prefeito de Surubim é também conhecido por polêmicas. Ele foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) ao pagamento de multa individual de R$ 11.106,62, juntamente com a secretária de Educação do município, Paula Fernanda Souto Maior, por promoção pessoal. As informações são do Diário de Pernambuco.

A condenação ocorreu devido à distribuição de 1.380 agendas escolares que continham uma mensagem personalizada assinada por Chaparral, destacando ações de sua gestão, o que viola o princípio constitucional da impessoalidade e moralidade pública.

Apesar de os gestores alegarem ausência de intenção irregular e o baixo custo financeiro da impressão (R$ 788,70), o conselheiro relator do TCE-PE rejeitou os argumentos, enfatizando que a gravidade reside na ofensa aos princípios basilares da Administração Pública, e emitiu um alerta para que a gestão se abstenha de inserir nomes ou símbolos de autoridades em materiais institucionais, sob pena de punições mais severas.

Outra investigação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) envolvendo Cleber Chaparral aponta suposta alteração unilateral da Lei Orçamentária do município, o que pode trazer riscos jurídicos e prejuízos aos cofres públicos. O MPPE instaurou procedimento para investigar o prefeito e sua gestão quanto à alteração supostamente irregular e não autorizada pelo Legislativo. A Câmara aprovou a lei de um jeito, ele promulgou de outro.

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