Primeiro, vieram luzes piscantes, holofotes que acendiam e apagavam em modo aleatório. Um alarme falso, como lamentou a plateia. Depois, a imagem de uma "dublê" de Shakira preencheu o telão, num teste de iluminação com a ausência da popstar.
-- Estamos prontos? Vamos que vamos. Eu quero ouvir vocês cantarem -- disse a cantora, fluente em português.
Aos poucos, entre ajustes técnicos comandados pela artista, foi se impondo um espetáculo antes do espetáculo, com uma plateia improvisada (e expressiva) se formando ao redor do tapume que, sim, cobrirá a visão total do palco até o dia do show -- para preservar parte do mistério do show, como justifica a organização do evento ao Globo.
Ao lado de Bethânia, Shakira entoou "O que é o que é", de Gonzaguinha, junto a dezenas de ritmistas da escola de samba Unidos da Tijuca. Na ocasião, a colombiana exaltou os músicos da agremiação carnavalesca. Na sequência, dividiu os vocais com Caetano Veloso em "Leãozinho". E soltou a voz com "Antología", um de seus hits.
-- Gostaram, gente? -- perguntou Shakira à plateia, que reagiu com gritos. -- Eu também. Sou muito fã de Caetano Veloso -- acrescentou.
Do lado de fora, o movimento crescia à medida que o som ganhava nitidez. Mesmo picotado, o ensaio revela pistas do que está por vir. Além das homenagens à música brasileira, a apresentação deve ser marcada por coreografias e arrojo visual, algo que se vê no colorido estampado nos 680 metros de telão em LED.
O ensaio desta sexta funciona como termômetro para o show marcado para sábado (2), quando a cantora deve se apresentar para uma plateia estimada em 2,5 milhões de pessoas, de acordo com os organizadores. A expectativa é de um repertório que percorra diferentes fases da carreira, incluindo sucessos como "Rabiosa", "She wolf", "Choka choka", com Anitta, "Loba" e "Estoy aquí". Rumores dão conta de que Ivete Sangalo também fará uma participação no show -- a baiana visitou a colombiana, no Copacabana Palace, nesta manhã.