Raquel comenta desabamento de forro no Hospital da Restauração: "há 60 anos não se põe a mão lá"


Em visita à Folha de Pernambuco, nesta quarta (13), a governadora Raquel Lyra (PSD) comentou sobre o desabamento de parte do forro do teto do 7º andar do Hospital da Restauração, na área central do Recife, ocorrido no dia anterior. 

“Ontem até aconteceu ali um rompimento de uma tubulação de uma área que a gente ainda não reformou. Ela é a maior emergência do Norte e Nordeste brasileiro. Há 60 anos não se põe a mão lá para fazer uma reforma de verdade”, disse a governadora.

“Não tinha ar-condicionado, a esquadria toda precisava ser trocada - e não é a troca para dar somente uma embeleza, que é bom de ser feito para a pessoa estar num lugar agradável - mas é para poder garantir proteção, isolamento térmico. Então, a gente está fazendo uma reforma e a gente só vai sair de lá quando terminar. Agora tem muita gente trabalhando lá dentro. São centenas de trabalhadores em vários andares. A gente já entregou muita coisa, mas tem muita coisa para entregar”, apontou.

No jornal, a gestora foi recebida pelo presidente do Grupo EQM, do qual a Folha de Pernambuco faz parte, Eduardo de Queiroz Monteiro; pela vice-presidente do jornal, Mariana Costa; pelo diretor Executivo, Paulo Pugliesi; pelo diretor Operacional, José Américo; e pela editora-chefe da Folha, Leusa Santos.

O encontro também contou com a presença do assessor especial da presidência do Grupo EQM, Joni Ramos; da gerente administrativa da Folha, Ivone Palácio; da colunista de política Betânia Santana; o radialista Tarcísio Regueira (o Bocão), e demais jornalistas do jornal.


Raquel estava acompanhada do vice-presidente do PSD, André Teixeira; do secretário de Comunicação do Governo de Pernambuco, Rodolfo Costa Pinto, e a secretária executiva de Imprensa, Daniella Brito.

Obras no HR
Anunciada em setembro de 2023, a reforma do Hospital da Restauração previa a requalificação dos 4º, 5º, 6º e 8º andares, custando ao todo, R$ 130 milhões, segundo a gestão estadual.

A gente já licitou em obras no hospital da restauração mais de 130 milhões de reais. Grande parte delas já em execução.
Após a conversa na sala da presidência, em entrevista à Rádio Folha FM, Raquel Lyra voltou a explicar a complexidade da obra do Hospital da Restauração. 

“Ela [a reforma] não vai no ritmo que a gente sonha. Primeiro, porque é um prédio de 70 anos que nunca foi requalificado”, argumenta. “Tem toda sorte de problema na rede elétrica, na rede hidráulica, nos ar-condicionado, nos telhados, nas esquadrias. Então, nós estamos fazendo um trabalho sério”, frisou.

“Para quem trabalha no HR e está me ouvindo, sabe muito bem disso. Para os pedreiros, eletricistas, serralheiros que estão lá, também sabem disso. Os pacientes, acompanhantes também sabem disso. As pessoas usuárias do SUS, do serviço público de saúde, que é mais de 95% da população pernambucana, precisa e merece ser tratada com dignidade. E fazia muito tempo que não era, porque não tinha investimento. Não tinha sequer contrato de manutenção para fazer pintura”, criticou.

“Tinha uma equipe 'miudinha' lá de sete, 10 funcionários para poder pegar um empenho qualquer, uma compra direta para poder fazer uma meia boca em cada buraco que abria. Nós estamos fazendo do jeito certo. Nós contratamos mais de 350 engenheiros, arquitetos, fazendo projeto. Contratamos a consultoria do Hospital do Einstein para nos ajudar.Não só é a carcaça, mas também a carcaça, para a gente poder entender qual é o melhor fluxo, explicou. 

“Mudamos a sala de emergência, mudamos central de laudo, fizemos um novo TI, as enfermarias não tinham ar-condicionado, estamos mudando os elevadores e não é só na restauração, é nos 27 hospitais do nosso estado”, apontou.

“Só no hospital da restauração foram mais de 700 computadores novos. Mesa, cadeira, as pessoas sentam no lugar decente hoje. A gente comprou poltrona na cama nova, estamos reformando os banheiros com acessibilidade. Para quem nunca foi lá, para quem já foi sabe o que eu estou falando mas para quem não foi não tem acessibilidade nos banheiros. Quem precisava usar cadeira de rodas para chegar ao banheiro, precisava na verdade ir no braço do seu cuidador para poder tomar banho”, relatou.

“Não tinha pia do lado de fora, então um médico que chegava, um paciente ou um cuidador que precisava lavar as mãos para poder cuidar do paciente, o jogo agora é outro. A gente está trabalhando de maneira séria. A parte que houve o rompimento do cano ontem, e eu acompanhei de perto desde o começo, ela não tinha sido reformada ainda por nós”, frisou Raquel.

Em relação aos reparos após o desabamento do forro, a gestora disse que a resposta foi rápida. “A gente foi de imediato com a equipe completa, time completo lá para poder garantir não só a troca da tubulação, mas o reparo completo, porque tem licitação. Agora, por que que a licitação não corre toda num tempo só? Porque o hospital está funcionando. Por que a execução se dá de maneira mais lenta? Porque no mesmo corredor que corre o paciente na maca”, detalhou. 

“A próxima etapa no hospital, além de a gente até licitando o hospital inteiro, é a gente inaugurar o Hospital de Paulista, tirar parte do funcionamento do Hospital da Restauração para funcionar no Nossa Senhora Aparecida, que a gente comprou lá em Paulista. A finalização do contrato emergencial com a organização social que vai cuidar de lá. Mas a gente já fez todo o mapa de uso do hospital E o hospital é lindo, tá todo equipado. E aí a gente vai poder avançar de maneira mais rápida. A próxima etapa é a gente lançar um prédio novo de nove andares na frente do Hospital da Restauração”, comentou.

“Um pouquinho de lá dali da emergência clínica que é vista hoje, que estava sucateada também, a gente vai poder construir um prédio novo e aí sim, esse grande do hospital, ele vai poder estar comportado dentro de um espaço que lhe cabe”, vislumbrou.