“Se fosse homem, eu seria desconsiderada?” Marília Arraes provoca debate sobre gênero na política


A política pernambucana @mariliaarraes (Solidariedade) voltou a chamar atenção nesta semana ao levantar uma reflexão sobre gênero e reconhecimento político. Em uma declaração publicada nas redes sociais, Marília questionou: “Será que, se fosse homem, eu seria desconsiderada?”, comentando sobre o tratamento que recebe em comparação com políticos homens, especialmente no que se refere a pesquisas eleitorais e articulações de candidaturas.

A declaração surge em meio às discussões sobre a composição das chapas majoritárias para as eleições de 2026 em Pernambuco, quando diferentes partidos avaliam alianças e estratégias para concorrer ao Senado e a outros cargos importantes. Marília, que lidera algumas sondagens em cenários testados por institutos de pesquisa, aproveitou o momento para destacar um tema recorrente: o machismo institucional e a dificuldade de mulheres conquistarem espaço político equivalente ao de homens com experiência e apoio eleitoral semelhantes.

Liderança nas pesquisas e contexto eleitoral

Apesar de sua popularidade em levantamentos, Marília já enfrenta debates internos sobre o espaço que terá na chapa majoritária e sobre decisões estratégicas de alianças partidárias. Seus apoiadores defendem que seu desempenho nas pesquisas deveria pesar mais nas negociações, enquanto críticos lembram que fatores como acordos partidários e representatividade das legendas também influenciam as decisões.