Seu Raulino, violonista com laços familiares com o consagrado Canhoto da Paraíba, era presença constante na animação da festa. Ao lado dele, dona Neves se destacava como carnavalesca dedicada, responsável pela confecção de fantasias e máscaras que enchiam as ruas de criatividade e identidade cultural.
Mesmo após a partida do casal, o legado permaneceu vivo na família, especialmente por meio do filho, conhecido popularmente como ‘Nego de Raulino’, que, artisticamente, adotou o nome do sobrinho, Bruno Stéfanie.
‘Nêgo’ eternizou sua contribuição na história do carnaval florense, mantendo viva a trajetória e o legado dos pais.
Nesta quinta-feira (12) , antes dos desfiles do tradicional Zé Pereira e do Juvenal, que abrem oficialmente o período carnavalesco na cidade e atravessam gerações, o bloco Caretas Femininos tomou as ruas de Flores. Com muito colorido, alegria e irreverência, o grupo formado por familiares e amigos levou animação ao centro urbano e reforçou a força da tradição.
O desfile foi mais que festa. Foi um ato de memória e valorização cultural, mantendo viva a chama dos antigos carnavais e reafirmando a importância de personagens que ajudaram a transformar Flores, a mãe do Pajeú, em palco de uma das manifestações mais autênticas do Sertão pernambucano.(viajuniorcampos)