A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Andressa Urach voltou ao centro de debates nas redes sociais após anunciar que gravou um conteúdo para seu perfil na plataforma Privacy ao lado do próprio filho, Arthur Urach. A publicação, feita no início de janeiro, repercutiu amplamente e gerou críticas e discussões em diferentes plataformas.
Com a circulação do caso, surgiram questionamentos sobre possível punição dentro do Privacy. Procurada, a plataforma divulgou um posicionamento reforçando que valoriza a liberdade dos criadores, mas condiciona as publicações ao cumprimento das normas de conduta e dos termos de uso, afirmando que as regras valem para todos, “sem exceção”.
Em resposta à reportagem, a empresa informou, por meio de sua assessoria, que não houve uma proibição direta direcionada à influenciadora, mas destacou que pode remover materiais caso identifique violação das diretrizes. O Privacy declarou que, se um conteúdo infringir os termos e condições, a plataforma se reserva o direito de derrubá-lo.
De acordo com regras citadas na apuração, o documento de “Uso aceitável” do Privacy inclui a proibição de “incesto ou narrativas que fazem alusão ao incesto”, além de outras restrições. O texto também prevê uma política de penalidades, com sanções que podem variar de bloqueios temporários de recursos a medidas mais severas, incluindo banimento, conforme a gravidade e o enquadramento do caso.
Em meio à repercussão, Andressa Urach apareceu no topo de rankings internos do Privacy, segundo levantamento divulgado na cobertura do caso. A assinatura do perfil da criadora foi citada como disponível a partir de R$ 200 por mês, com opções promocionais para planos mais longos.
A discussão também levantou dúvidas sobre a legislação brasileira. Em entrevista ao BNews, a advogada criminalista Nívea Gonçalves explicou que o incesto, por si só, não é tipificado como crime de forma autônoma no Brasil, mas ressaltou que situações envolvendo menores, coação, exploração, abuso de autoridade ou outras violações podem configurar crimes e gerar consequências legais, além de implicações na esfera cível, conforme o contexto.
Até a publicação das reportagens consultadas, o Privacy não confirmou banimento de Andressa Urach, informou que não houve proibição direta e reiterou que pode remover conteúdos que descumpram os termos de uso, que incluem vedação a incesto ou narrativas que façam alusão ao tema.