O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã do último sábado (22) em Brasília, após a violação de sua tornozeleira eletrônica. A decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que apontou o risco de fuga do ex-presidente como justificativa para a medida.
A tornozeleira, que está em uso desde julho de 2023, foi violada no início da madrugada do dia 22, despertando a preocupação de Moraes. Além disso, o ministro indicou que a violação se deu em um contexto de movimentação no condomínio onde Bolsonaro reside, que coincidiu com uma vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Na decisão, Moraes destacou que o Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal informou a ocorrência da violação às 0h08 do dia 22. O ministro argumentou que tal ato poderia refletir um plano de fuga, uma vez que Bolsonaro poderia buscar abrigo na embaixada dos Estados Unidos para evitar a prisão, em um momento próximo ao desfecho do processo pelo qual enfrenta pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
Além disso, Moraes mencionou a possibilidade de que o ex-presidente estivesse considerando solicitar asilo político na embaixada da Argentina. A prisão foi realizada pela Polícia Federal por volta das 6h, quando um comboio de ao menos cinco veículos foi utilizado para a ação.
Bolsonaro foi levado à Superintendência da Polícia Federal, onde permanecerá detido em uma “Sala de Estado”, apropriada para autoridades. O desdobramento dos episódios relacionados à violação da tornozeleira e à prisão preventiva do ex-presidente permanece em análise pelo STF, e investigações adicionais podem ser realizadas nas próximas semanas.
