Durante a conversa, Juliana revelou que esta não foi a primeira vez que sofreu agressões por parte do parlamentar. Segundo ela, em abril deste ano, o vereador já havia a atacado de forma privada após a veiculação de um áudio em que ele prometia à categoria dos mototaxistas um projeto municipal para impedir a atuação de aplicativos concorrentes, algo considerado inconstitucional.
“Dessa vez os ataques foram públicos. Eu poderia ter exposto o que ocorreu em abril, mas preferi preservar. Agora, foi impossível silenciar”, disse a jornalista.
Juliana relatou que, após uma discussão sobre o projeto de regulamentação dos aplicativos em Afogados, o vereador reagiu com xingamentos e ataques pessoais em um grupo público de WhatsApp, onde estavam outros comunicadores e membros da sociedade. Ela destacou que a conversa tinha um tom respeitoso até o momento em que ela o confrontou sobre uma promessa feita à categoria que ele, segundo ela, não poderia cumprir.
O vereador, segundo a jornalista, usou como justificativa uma decisão judicial provisória de São Paulo, já derrubada, para argumentar que conseguiria impedir o funcionamento de aplicativos como Uber e 99 em Afogados. Juliana afirmou que o parlamentar enganou a categoria e, ao ser confrontado, partiu para a agressão.
Além dos ataques públicos, ela também recebeu mensagens privadas com novas ofensas e tentativas de intimidação. “Me chamou de mentirosa, debochou do meu trabalho”, contou.
Desde então, Juliana tem recebido uma onda de apoio de profissionais da imprensa e da sociedade civil.
O caso segue ganhando repercussão, e aumenta a expectativa por um posicionamento da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira. A postura de Mário Martins, vem sendo duramente criticada por entidades e comunicadores que defendem o respeito à liberdade de imprensa e à atuação jornalística independente.