Em três meses, o Brasil acumula três salários mínimos diferentes: R$ 998 em dezembro, R$ 1.039 em janeiro e R$ 1.045 em fevereiro. A mudança ocorreu porque, a princípio, o governo não havia concedido aumento real ao mínimo, corrigido apenas pela inflação. No entanto, para consertar a defasagem que havia feito com que o aumento do piso ficasse abaixo da inflação de 2019, o presidente Jair Bolsonaro anunciou na terça-feira (14) que o valor vigente em 2020 será de R$ 1.045. Por causa disso, os empreendedores têm que ficar atentos para fazer o pagamento do fundo de garantia de seus funcionários de forma correta.
Marcus Morais de Souza, sócio da MR2C consultoria e contabilidade, explica que o recolhimento de 8% é referente ao salário do mês anterior. Ou seja, em janeiro, os empregadores tiveram que pagar 8% em cima do valor do salário vigente em dezembro, R$ 79,84 no caso do mínimo (referente ao salário de R$ 998). Ainda com base nesse exemplo, no dia 7 de fevereiro, a contribuição deverá ser R$ 83,12 (referente ao salário de R$ 1.039); e, em março, deverá ser de R$ 83,60 (referente ao salário de R$ 1.045).
— O pagamento é de total responsabilidade do empregador. Grandes empresas têm sistemas que já fazem esse cálculo de forma automática. O maior problema será para os autônomos e pequenos empreendedores, opinou.
Alíquota do INSS também muda
O valor descontado do salário do trabalhador como contribuição ao INSS, pago até o dia 20 de cada mês, também mudou. Como o percentual até então é de 8%, quem ganha um salário mínimo teve um desconto maior, porém também teve o salário aumentado. Em janeiro, esses empregados receberam líquido R$ 918,16; em fevereiro, R$ 955,88; e em março irão receber R$ 961,40. Continue reading
