O governador Paulo Câmara (PSB) decidiu não comparecer hoje (02), à reunião dos governadores do Nordeste com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ). O socialista optou por ficar no estado, cumprindo agenda que inclui a inauguração da emergência do Hospital Getúlio Vargas. No encontro com os gestores, que tem início previsto para as 10h, Maia tentará, mais uma vez, um entendimento para reinclusão ou não de estados e municípios no texto da reforma da Previdência.
Na quarta-feira, ele se reuniu com os governadores nordestinos, mas não chegou a um acordo. O democrata colocou o dia de hoje como data limite para fechar a questão dos estados e municípios na reforma. A previsão, no entanto, pode não se confirmar. O comentário nos bastidores do Congresso é de que a negociação está travada e será difícil o consenso. Os governadores seguem esperando um aceno do governo para a pauta do Nordeste.
Eles são contra a desconstitucionalização das regras de aposentadoria, o sistema de capitalização, as alterações previstas para o Benefício de Prestação Continuada e as aposentadorias dos trabalhadores rurais. Apesar das divergências, alguns pontos estavam sendo flexibilizados pelo governo. A retirada de estados e municípios do texto emperrou as negociações e foi vista como forma de pressionar os governadores a convencer suas bancadas a votarem a favor da reforma.
No cenário atual, a percepção é de que os governadores do Nordeste não serão capazes de convencer os parlamentares e garantir os votos necessários. Os gestores estão mais empenhados num pacote de projetos que pode gerar receita às regiões no curto e médio prazos. Alguns avaliam que a proposta é impopular e pode trazer consequências no debate eleitoral do ano que vem. Os governadores querem que o Congresso aprove o projeto do bônus de assinatura do pré-sal e o da securitização. Outro ponto que dificulta a aprovação é a falta de um projeto mais consistente do governo para país. “No caso da reforma ser aprovada e o que teremos para o dia seguinte? Qual a proposta do governo para geração de renda, de empregos, para beneficiar as famílias? Não temos as respostas”, disse um deputado em reserva.PEnoticias
