ESTRADAS: As promessas do governo Paulo Câmara que custam em sair do papel, inclusive a PE 337 entre Flores e Sitio dos Nunes

PE337 entre Flores/Sitio dos Nunes
Em julho de 2018 o governador Paulo Câmara usou os microfones da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira, com certeza angariando votos para sua reeleição, pois na época, as eleições estavam bem próximas, e prometeu (como sempre, as promessas) ao povo sertanejo, que as rodovias do Sertão seriam requalificadas no mês de agosto de 2018, um mês antes das eleições. Algumas dessas estradas, a exemplo da PE-275 seria feito o trabalho em agosto conforme prometera. Não é de se negar que desde aquele tempo as PEs que cortam todo Sertão do Estado estão pedindo socorro. Como exemplo a PE-300 (entre Itaíba a Manari); a PE-345 (entre Inajá a Ibimirim); a PE-375 (entre Inajá e Tacaratu); a PE-270 (entre Buíque e Itaíba), a PE- 265 (entre Sertânia e Cruzeiro do Nordeste); a PE-275 (Entre o trevo de Albuquerque-né e São José do Egito), a PE-337 (Entre Flores e Sítio dos Nunes/BR-232) e a PE-320 (Entre Brejinho e Serra Talhada), são algumas de inúmeras rodovias estaduais que estão em situação de intrafegabilidade. Sem citar aquelas que nem asfalto existe mais, como é o caso da PE-630 entre Santa Filomena e Dormentes, lá no Sertão do Araripe.
Passaram-se as eleições, Paulo Câmara foi reeleito no 1º turno e após nove meses as estradas estão do mesmo jeito, quer dizer, piores. Com o início do período chuvoso em quase todas as regiões do Sertão pernambucano, as águas das chuvas se encarregaram de abrir ainda mais as crateras existentes nas rodovias, e as promessas? Há, as promessas continuam, enquanto existir a palavra “licitação”, a incompetência que predomina no governo Paulo Câmara irá usá-la até a próxima eleição, porque como diz o adágio, o sertanejo vota por prazer de ouvir promessas, e não na realidade escancarada a sua frente.
O Sertão é quase que uma unanimidade os prefeitos sendo do mesmo partido do governador, aquele que não seja, está em um partido que o apoia, e assim vão omitindo dos mais desavisados as indolências dos que oligarquicamente tentam reinar e nadar num mar de águas-tofanas.
Os senhores prefeitos, quando se fala numa Marcha à Brasília, muitos deles preparam suas comitivas a custa do erário público e voam para capital federal em busca de até hoje não se sabe o que, saem com o pires dentro das suas pastas executivas e chegando lá vão para os gabinetes dos parlamentares estenderem as mãos com os pires vazios, vão e voltam do mesmo jeito, porque até hoje, a não ser gastar o dinheiro suado do contribuinte, nunca trouxeram um vintém para gastar com obras nos seus municípios.
Muitos desses prefeitos adoram o Recife, toda semana estão lá em busca de “recursos”. O Governo do Estado criou um tal do FEM que seria uma ajuda aos municípios com alguma obra, quer seja reformas de escolas, calçamentos de vias públicas etc., tudo isso quando liberam tais recursos. Existe municípios que ainda estão à espera de parcelas de outros FEM’s, porque antes de liberar na sua totalidade as parcelas originadas do 1º FEM, o governo já lança outro para fazer a enganação e dai está feita a troca de gentilezas. Vai aqui as minhas promessas e trás de lá seus votos.
Ninguém, nenhum eleitor sequer, ouviu de algum prefeito, que este tenha ido ao Recife e se dirigido ao Palácio do Campo das Princesas, procurado o governador e tenham cobrado dele as promessas nas recuperações dessas estradas, parecem ter medo do rei, e de enfrentar uma realidade que martiriza a tempos quem mais precisam dessas estradas para suas locomoções, que são os motoristas de veículos de cargas ou mesmo de passeio.
Prefeito nenhum chegou se preocupar com esses motoristas que estão indo constantemente as oficinas e borracharias para consertos em seus automóveis, por quê? Por que Pernambuco tem hoje umas das piores malhas viárias de todo Nordeste, e eles não tem coragem de cobrar as responsabilidades dos que possam fazer alguma coisa. E se duvidam que Pernambuco tem as piores estradas, então vão ao vizinho Estado da Paraíba, e comprovem, a verdade é que contra fatos não há argumentos.
O puxa-saquismo é tanto, que todos os prefeitos, sem exceção, vão às emissoras de rádios defender que o Estado passa por dificuldades, que o Estado não tem dinheiro pra isso ou aquilo, que o governador está trabalhando muito e por ai vai. É tanta escudeirice para defender o patronato que chega a dar ânsia pérfida em certas falácias no Fait Divers.
Por Pedro Araújo