Sertanejos brilham em Torneio Virtual de ciência


Sertanejos do ensino médio foram os mais premiados do Estado na terceira edição do Torneio Virtual de Ciência, idealizado pelo Espaço Ciência. Os desafios, que abordavam as matérias de física, biologia, química, matemática, astronomia e robótica, duraram sete meses e integraram alunos do 8º ano do ensino fundamental 2 ao 3º ano do ensino médio. Cada região teve três escolas vencedoras em cada série que participou da competição.
Já o ensino fundamental, foi destaque na Zona da Mata, Agreste e Região Metropolitana do Recife. Foram sete desafios, que deveriam ser desenvolvidos, por meio de experimentos e campanhas, filmados e publicados no Youtube para que fosse feita a avaliação pela equipe do torneio. Ao todo, 206 grupos de escolas das redes pública e particular, de mais de 40 cidades, se inscreveram. 
“Um dos nossos objetivos é que a comunidade seja inclusa. A intenção é que o torneio não fique só entre a escola participante e o Espaço Ciência. Queremos que os jovens levem melhorias ao lugar onde vivem e convidem todo mundo para ser um pouco cientista”, explica o coordenador do torneio, Arthur Lima.
Enquanto participam da competição, os jovens têm a oportunidade de se aproximar da ciência e desmistificá-la. Somado aos projetos montados, eles usam os desafios para colocar em prática o que muitas vezes fica apenas nos livros. “Nosso mote é valorizar a pesquisa científica experimental. Queremos reconhecer o papel de cientista dos estudantes. O incentivo faz com que produções ricas e qualificadas sejam desenvolvidas por essas crianças”, pontua o diretor do Espaço Ciência, Antônio Carlos Pavão. 
Entre as propostas, os estudantes foram desafiados a reutilizar e filtrar água, analisar desigualdades sociais na comunidade escolar e estatísticas, estimar a quantidade de energia solar que atinge o Estado mensalmente e até construir e lançar foguetes. Este ano, escolas da Bahia, do Paraná e de São Paulo também se inscreveram. 
Participando pela primeira vez da competição, a Escola de Referencia em Ensino Médio (Erem) Capitão Nestor Valgueiro de Carvalho, na cidade de Floresta, no Sertão, foi a grande vendedora da região. Para o professor Jonathas Cordeiro, a integração tornou-se ponto-chave na solução dos desafios propostos. “O trabalho integrado das turmas acabou sendo o diferencial. Eles mesmos se colocavam como líderes e definiram as funções de acordo com perfil e habilidades de cada um. No começo, tínhamos 30 participantes. No último desafio, estávamos com 72. Foi uma experiência muito boa”, relata.
Para Fellipe Fernandes, aluno do 9º ano da Escola Educandário Tércio Correia, em São Vicente Férrer, Agreste, os desafios ajudaram a dinamizar as aulas. “Deixamos de seguir aquele modelo em que só o professor fala e a aula se tornou um momento de interação. Isso nos aproximou muito, facilitando o trabalho em conjunto”. Na série de Felipe, a escola ficou em terceiro lugar.