Por Franklin Portugal*
Estamos aos portões de mais uma eleição no Brasil. A cada 4 anos é assim que podemos unir e convergir o sentimento de fazer o melhor: escolher representantes que possam fazer valer nossa confiança na urna. Fato preponderante para o crescimento e amadurecimento nosso enquanto nação.
O grande problema é que após as eleições muitos batem no peito e reclamam, ficam indignados com a classe de parasitas que foi eleita – parasitas explique-se, aqueles que estão no Congresso Nacional apenas a passeio, fazendo do cargo público meio de enriquecimento. Enquanto se bate no peito de forma indignada, foram os próprios que votaram por troca de favor ou não fizeram uma análise crítica antes de fazer perpetuar no poder figuras que já decepcionaram e de certeza vão decepcionar mais.
A herança maldita de famílias inteiras que passam o poder de pai pra filho, grandes nomes dos estados, é fruto de nossos erros do passado que ainda perduram. Esse não é mais momento de idolatrar alguém, não é momento de mera paixão por partidos e cores. É momento de manter a mente aberta e sóbria para analisar quem de fato tem sinceridade para transformar esse país naquilo que queremos que ele seja.
Que não seja o voto imbecil. Que seja o voto consciente. Sobretudo a explicação que cada um ache para votar neste ou naquele tenha algum sentido mais inteligente. E viva e democracia, viva o exercício de escolher e ser respeitado por tal escolha.
Mas é bom pensar tão somente: estaremos entregando o comando da nação a alguém por 4 anos. Serão 48 meses para estancar o sangramento em vários pontos, tentar começar a fechar tantas feridas. Os descasos de décadas deixaram o Brasil como um corpo precisando de quimioterapia urgente.
Na verdade se escolhermos bem, a lógica sempre é e será por detrás do pano, que o poder nunca foi deles, mas o poder é todo e completamente nosso.
*Franklin Portugal é repórter da TV Asa Branca – Afiliada Globo – em Caruaru e colabora com o Blog PE Notícias.
