2º turno no Nordeste tem Haddad e Bolsonaro com o apoio de opositores


O Nordeste foi a região com o maior número de governadores eleitos no 1º turno. Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí já decidiram seus comandantes pelos próximos 4 anos. Os 2 Estados em que haverá disputa de 2º turno –Rio Grande do Norte e Sergipe – apresentam uma peculiaridade: concorrentes locais apoiam siglas adversárias na corrida presidencial.
Na eleição potiguar, Jair Bolsonaro (PSL) tem o apoio do candidato do partido de Ciro Gomes, Carlos Eduardo Alves (PDT).
Já em Sergipe, Fernando Haddad (PT) tem como aliados Belivaldo Chagas, do PSD, e Eduardo Cassini, que disputou o 1º turno pelo PSL de Jair Bolsonaro e ficou em 6º lugar.
O PSD declarou neutralidade nas eleições presidenciais, mas o presidente da legenda, Gilberto Kassab, já manifestou simpatia por  uma eventual gestão de Bolsonaro no governo federal.
Rio Grande do Norte
A senadora Fátima Bezerra (PT) enfrenta o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT). A petista ficou com 46,17% dos votos válidos no 1º turno contra 32,45% do pedetista.
Já no 2º turno, o levantamento mais recente feito pelo Ibope, de 17 de outubro, traz Fátima com 54% das intenções de voto e Carlos Eduardo com 46%, considerando apenas os votos válidos.
O pedetista contrariou resolução aprovada pelo seu partido e declarou, durante propaganda eleitoral de televisão, apoio a Bolsonaro. A Executiva Nacional do PDT aprovou em Brasília, na quarta-feira (10) “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT) e vetou apoio a Bolsonaro.
Ao anunciar o apoio ao político do PSL, Carlos Eduardo disse lamentar que o candidato de seu partido, Ciro Gomes, não tenha ido ao 2º turno das eleições presidenciais:
“Lamentamos a ausência de Ciro Gomes no 2º turno. Não podemos errar de novo e votar no PT. Por isso tudo e para que Rio Grande do Norte não fique fora do novo Brasil, que sairá vencedor das urnas, Bolsonaro presidente”, disse Carlos Eduardo.
Na reunião do PDT em Brasília, o presidente da sigla, Carlos Lupi, comentou a situação do Estado: “Não tem ninguém liberado, cada caso é um caso. Em Estados onde o adversário é o PT como é que eu vou fazer? No Rio Grande do Norte a adversária do nosso candidato Carlos Eduardo é do PT [Fátima Bezerra]. Está vetado o apoio a Bolsonaro e vamos conversar um a um porque a decisão foi tomada agora”.
Os candidatos do PDT no Amazonas, Amazonino Mendes, e no Mato Grosso do Sul, Juiz Odilon, também se aliaram a Bolsonaro.
No Rio Grande do Norte, Haddad recebeu 41,2% dos votos nas eleições de 1º turno, Bolsonaro teve 30,2% dos votos válidos.
Fátima Bezerra está em seu 1º mandato como senadora, que vai até 2022. Se for eleita governadora, quem assume o resto do mandato no Senado é o suplente Jean Paul Prates (PT), presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte. Nesta 2ª fase da eleição, a petista recebeu o apoio de Ezequiel Ferreira, presidente do PSDB-RN.
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