Candidato ao Senado pela coligação Pernambuco Vai Mudar, Mendonça Filho vota no presidenciável Geraldo Alckmin, admite que o presidente Michel Temer, de quem foi ministro da Educação, está “absolutamente impopular” e “respeita a opção” do seu candidato a governador, Armando Monteiro Neto, de declarar apoio ao ex-presidente Lula.
“Ele (Armando) é um homem que não precisa esconder seu passado, sua história. Ele foi ministro de Dilma (Rousseff), ele votou contra o impeachment da ex-presidente. E ele é amigo de Lula”, enumera o democrata. E recorda: “Lula falou mal do atual governador Paulo Câmara. Todo mundo acompanhou, que ele era um técnico, que era um burocrata, mas, de Armando, ele sempre falou bem de Armando Monteiro”.
O deputado refere-se à entrevista concedida pelo ex-presidente Lula à Revista Nordeste, ainda 2017, na qual o líder-mor do PT afirmara o seguinte: “Paulo Câmara é resultado daquilo que eu não acredito. Ninguém governa porque é técnico. Um técnico você contrata. Político é difícil você encontrar um bom. Técnico tem muito. A universidade está assim. Você tentar transformar um técnico em político…é muito mais fácil você fazer um político e contratar um bom técnico para assessorar”.
À época, em uma entrevista, na rádio Cabo FM, o governador de Pernambuco tratou de grifar o perfil técnico de Dilma e aliados dele, nos bastidores, reagiram: “Paulo não quebrou Pernambuco. Dilma quebrou o Brasil”.
Mendonça recorreu ao episódio no mesmo dia em que o presidente Michel Temer, em entrevista à uma rádio local, realçou que o governador o apoiara “em todo o período desde a questão do afastamento da ex-presidente”.
As declarações de Mendonça foram feitas, ontem (29), em entrevista à Rádio Folha FM. Questionado se a pecha de “turma do Temer” que o governador tem usado para tratar os adversários incomoda, Mendonça devolveu: “Está claro que a tática, hoje, do PSB é desviar o debate de Pernambuco, tirar o debate de Pernambuco”.
