O possível regresso do PT à Frente Popular, com a promessa de que o senador Humberto Costa disputaria a reeleição na chapa do governador Paulo Câmara (PSB), aponta para uma necessidade de o Palácio do Campo das Princesas equalizar o papel de outros aliados que almejam espaço na majoritária; já que a outra vaga do Senado foi reservada para o deputado federal Jarbas Vasconcelos (MDB).
“Vamos até o final pleiteando a vaga do Senado. O governo tem que saber o que é melhor para ele. Porque tem o lado da oposição que está montando a sua chapa e eu acho que o nosso grupo é interessante tanto para um lado, quanto para o outro”, diz o deputado estadual André Ferreira (PSC), irmão do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PR).
Outro que pleiteia espaço na chapa majoritária do governador, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) diz que é um dos maiores defensores da entrada do PT na Frente Popular e vê com bons olhos a participação dos petistas na chapa majoritária, mas defende que as duas vagas do Senado, também a de vice-governador, sejam escolhidas tendo como base a proporcionalidade dos partidos aliados. PT, MDB e PP são os aliados com mais tempo de TV e rádio.
“Sem dúvida, continuamos com o pleito do PCdoB participar da chapa majoritária”, sinaliza a deputada federal Luciana Santos, presidente nacional do PCdoB e também apontada no partido como nome para compor a majoritária de Paulo Câmara.
Do lado da oposição, embora a chapa ainda não tenha sido anunciada, a tendência é que o senador Armando Monteiro Neto (PTB) seja o candidato ao governo e que uma das vagas do Senado fique com Mendonça Filho (DEM). O segundo senador e o vice, porém, seguem indefinidos.
Por Paulo Veras/JC
