CRÔNICA: UMA IMAGEM NOVA COM 18 ANOS DE HISTÓRIA - Por Adelmo Barbosa*


Esta imagem é a representação de uma história de sucesso. Uma história bem contada tanto quanto bem digerida por que a houve há quase 20 anos. Na foto, dois dos principais comunicadores garimpados nas ruas e sítios que compõem o município de Flores. Filhos daqui que cresceram como qualquer um que vive aqui em Flores. Uma história veiculada no decurso de quase 20 anos, a partir de uma ideia pensada, estruturada e montada por quem sempre amou a comunicação, especificamente o rádio.
Pioneiro da comunicação de massa, o rádio é um veículo que integra os povos e, antes do surgimento da interatividade através da internet e até mesmo da televisão, ele – o rádio – já interagia com as pessoas, através do telefone e das cartas e recados. Paradoxalmente às grandes virtudes que a modernidade nos proporciona, o rádio continua se utilizando das mesmas técnicas de há 100 anos, usando cartas e telefone para interagir com o cidadão.
Em Flores, esse veículo criou e cria até hoje pessoas de dentro do seu próprio seio para contarem histórias, divertir e animar os lares daqueles onde chegam as ondas sonoras da Rádio FLORESCER – FM desde 1999. Por meio dela, nomes como os de Eddy Silva e Alberto Ribeiro, se fizeram acontecer e crescer conjuntamente com o próprio sucesso da Rádio.
Expressão de uma época em que a comunicação em Flores ainda dependia quase que exclusivamente de carros de som como o Pinheirão Publicidade, a Rádio veio e trouxe junto com ela esses “Meninos”. Quase todos criados por um amante da comunicação – Padre Assis Rocha. Um exímio conhecedor de comunicação que trazia em sua bagagem, entre outras, a direção da Rádio Pajeú de Afogados da Ingazeira.
Acreditando no impossível, padre Assis botou a Rádio no ar com o auxílio de Anchieta Santos e Jucá Sá, utilizando um slogan próprio dele: “Flores tem jeito”. Com essa frase, investiu no invisível e apostou no bocado de moleques (permitam-me a ousadia) que se tornariam os primeiros comunicadores e operadores de som da FLORESCER. Jonas Ramos, Carlinhos do Alto (único que tinha algum conhecimento de locução), Penha Vieira, Eddy Silva, Adelmo Silva e Tonny PC., ( que, por decisão própria, não quis tornar-se locutor).
O decorrer do tempo demonstrou que sua aposta ousada estava certa e na sequência surgiram outros nomes, como Alberto Ribeiro, Adaci Barros, Cleiton Silva, Geo Gomes e Lucleide Duarte. Fora do estúdio, atuavam Cosmo Queiroz, na secretaria e recepção e Helena Gomes na manutenção do prédio, depois, substituída por sua irmã Luciana Gomes e seu então esposo Sinésio. Aos poucos, a Rádio ia apresentando novas pessoas e formando novos profissionais.
O tempo passou e muita gente passou pela FLORESCER, a ponto de uma imagem de pessoas aparentemente tão simples e comuns se tornar uma foto emblemática de pessoas que ajudaram a construir a comunicação em Flores. Hoje, outros veículos de comunicação, como a Rádio Centro de PL Produções, fazem fluir informações, reclames, divulgações, utilidade pública e entretenimento na cidade. O que fortalece cada vez mais o vínculo que Flores criou com sua população. De forma até meio egoísta e unilateral poderia exemplificar a população através de pessoas como Cilene de Lucas de Santo, Tamires Rafaela, Francisca da Lagoinha, Vera do Rosário, Agustinho da Pio XI (in memórian), Zé Cassimiro e tantos outros que viveram juntos com os comunicadores o crescimento da FLORESCER. Muitos desses já não estão por aqui, ou não ouvem mais a Rádio por questões diversas. Outros continuam na mesma balada de sempre, ligando e se ligando na FLORESCER.
Dos que ali trabalharam, alguns, mesmo com suas funções extra-rádio, continuam lá e dividem o espaço com novos comunicadores como, Lucicleide Duarte (de uma fase intermediária da emissora), Edrícia Santos, Marta Riniane e Vinícius Ferreira. Entre eles: Carlinhos do Alto, que é funcionário público municipal, Alberto Ribeiro, que se elegeu vereador e está no segundo mandato e Eddy Silva que também está no segundo mandato como conselheiro tutelar. Outros seguiram seus rumos, mas continuam por aqui: Helena e Luciana Gomes, Adaci Barros, Adelmo Silva e Tonny PC., Além de Cosmo Queiroz que é blogueiro atualmente e abriu espaço para publicar essa crônica.
Alguns já não moram mais em Flores como, Penha Vieira, que trabalha em Serra Talhada, Cleiton Silva, que se tornou militar e advogado, Geo Gomes, que é contador no estado de São Paulo. Cada um seguiu seu rumo, mas, vez por outra vem aqui e revive a aura encantadora da FLORESCER. A única exceção é Jonas, paradoxalmente, o primeiro a cruzar o batente da Emissora, foi também o primeiro a ir embora em definitivo, sem dizer para onde, o que ia fazer e se iria voltar. Decerto, não volta.
Confesso que não sobreviveria se dependesse da vida de fotógrafo, mas a foto tirada no dia 9 de novembro de 2017, nos remete a um passado bonito, embora incerto que, no entanto, se tornou realidade, mostrando que padre Assis em sua eterna ousadia estava certo em acreditar em um projeto e transformá-lo em realidade.
No dia 5 de dezembro, às 05horas e 03 minutos da tarde a FLORESCER atingirá a sua maioridade – 18 anos. Com os novos comunicadores que desfilam todos os dias no seu rádio e com os “velhos” e tarimbados pelos anos de convivência no Ar.
Padre Assis estava certo em investir nesses desconhecidos “Meninos” e o resultado está aí, pois, através deles e dos que estão juntos com eles, a Rádio FLORESCER continua “Falando do Coração da Cidade para o Coração do Povo”.



*Associado fundador e foi diretor da Associação Cultural FLORESCER – FM.