CRÔNICA: Desfile Cívico de 7 de setembro em Flores mantém tradição e dá show de cidadania


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Circo, literatura, homenagem aos mestres, preocupações com problemas ambientais, as culturas que formam o povo brasileiro, foram alguns dos temas oferecidos a um público atento e participativo, num espetáculo de civilidade e educação, através do desfile cívico na cidade de Flores, encerrando as comemorações da Semana da Pátria na Velha Urbe Sertaneja.
Após expectativa pela presença dos desfiles das escolas públicas e privadas da Rede de Ensino de Flores, a população municipal pôde assistir a mais um belíssimo espetáculo de arte, cores, cultura, história e tradição, produzido pelas Escolas de todo o município.
Como nos anos anteriores, o desfile mais uma vez foi realizado no final da tarde, dada a temperatura escaldante de uma seca que já persiste no solo sertanejo há sete anos. Por isso, a realização do desfile no fim do dia para garantir um evento com melhor qualidade aos moradores da cidade e respeitar as centenas de alunos que oferecem um espetáculo digno de aplauso, com civilidade, ousadia e boa vontade.
O desfile começou na Rua Pedro Santos Estima, onde estão duas das principais Escolas do município: Onze de Setembro e Pedro Santos Estima. Seguiu em direção ao centro da cidade, em um percurso mais curto do que o costumeiro, mas sem perder o brilho de sempre.
Como nos anos anteriores, a Semana da Pátria no município de Flores começou a ser comemorada no dia 3 de setembro na Escola Romão Ferreira Azevedo, no Saco do Romão. E seguiu com as Escolas José Josino de Gois do São João dos Leites, dia 4; Desembargador Adauto Maia de Fátima, dia 5 e Doutor Paulo Pessoa Guerra de Sítio dos Nunes, dia 6.
Já na quarta-feira 7, dia da data máxima do Brasil – a Independência, a concentração ocorreu na Sede do Município e contou com a presença dessas, além das Escolas Onze de Setembro, Creche Municipal, Imperador Pedro I de Santana de Almas e Vila Nova ambas da Rede Municipal de Ensino; Pedro Santos Estima da Rede Estadual e Nova Geração, da Rede Particular. A ausência foi da EREM Aires Gama, o mais antigo Educandário da cidade que, no dia 3 de fevereiro de 2017 completará 70 anos de existência, que não desfilou.
Entre as muitas atrações, estava um festival de criatividade desenvolvido pelas Escolas e muito bem defendido pelos alunos. A execução do Hino Nacional Brasileiro de forma solene, como reza o protocolo cívico, o hasteamento das bandeiras do Brasil, de Pernambuco e de Flores em frente ao prédio secular da Prefeitura, por alunos e professores das escolas locais e as belíssimas e já tradicionais apresentações das bandas marciais: OS (Sede); Creche municipal; JJG (São João dos Leites), NG (Sede); PSE (Sede), RFA (Saco do Romão), PPG (Sítio dos Nunes) e BAMFISA (Banda Marcial Filhas de Sant’Ana, de Fátima). À exceção da BAMFISA, as demais seguem as iniciais das Escolas que representam. Destaque para a inusitada banda da Creche Municipal, totalmente formada por crianças e que levantou o público, mesmo sem ter a obrigação de seguir o ritmo tradicional das bandas marciais, por razões óbvias.
Em suas excelentes palavras, a Secretária Municipal de Educação – Ângela Viana –, destacou o significado do termo “Independência”, e que a Independência, se há 194 anos foi símbolo da formação de uma Nação soberana, nos dias atuais só pode ser conquistada através da Educação.
O Evento marcou o fim de uma semana inteira de comemorações cívicas e envolveu cerca de quatro mil pessoas, em cinco desfiles, nos povoados do Saco do Romão e São João dos Leites, nos distritos de Fátima e Sítio dos Nunes e na Sede do município, entre alunos, professores, direção  e funcionários escolares, motoristas de transporte de estudantes, além de todo o corpo de funcionários das secretarias municipais coordenadas pela Secretaria de Educação, entre os quais: funcionários administrativos, motoristas, eletricistas, auxiliares de manutenção, garis, merendeiras, faxineiros, repórteres, cinegrafistas, fotógrafos, maestros, entre muitos outros.

Como em todos os anos, todo o corpo administrativo municipal e das redes estadual e particular trabalharam numa sincronização única, coordenados pela Secretaria de Educação, responsável principal pelo Evento, para oferecer, além de cultura, um exemplo de civilidade e patriotismo em uma Cidade Histórica que prima pela qualidade, respeito e tradição cultural.

Por Adelmo Barbosa (Professor)