Visita da Imagem de Nossa Senhora Aparecida: Fé e emoção superam o cansaço - Por Adelmo Barbosa

Quem já cruzou o viaduto por cima da Rodovia Presidente Dutra que dá acesso à cidade de Aparecida do Norte, 200 km antes de São Paulo – Capital, sabe: não tem fraco, nem forte. Se for cristão chora, ser for humano chora, se tiver um mínimo de sentimento chora.
Pois, todos os dias acorrem pessoas para o maior Santuário do Mundo em honra a Nossa Senhora. Além de só ser menor em dimensão em relação à Basílica de São Pedro, em Roma. E foi um pedacinho desse momento que os cristãos católicos de Flores viveram nesse domingo, dia 26 de junho.
Um dia histórico, para a cidade e para os fiéis que começaram a tomar conta do Largo da Rodoviária, já a partir das 4:30 da tarde. Animados pelo carro de som de Pedro Luiz e pela banda Filarmônica Santo Antônio da Cidade de Carnaíba.
Homens e mulheres de todas e mais variadas idades esperaram ansiosos pela chegada da Imagem de Nossa Senhora Aparecida – Padroeira do Brasil que, há um mês está em peregrinação na Diocese de Afogados da Ingazeira.
A decisão da Basílica de Aparecida, onde reside a Imagem Milagrosa de Maria, em conjunto com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), de comemorar os 300 anos de sua aparição a três pescadores do Rio Paraíba do Sul, em 1717, fazendo peregrinação pelas mais de 300 dioceses do Brasil, fez chegar à nossa Paróquia nesse domingo frio de junho.
O acordo inicial era que a Imagem (uma réplica da original, que está no Santuário), saísse de Calumbi às 6h da noite com previsão de chegada em Flores por volta das 6:30, fazendo uma caminhada/carreata pelas principais ruas da cidade até a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Mas o cortejo atrasou. E muito. E a impaciência é uma marca do brasileiro.
Desde cedo, pessoas de diversas comunidades rurais, dos distritos de Fátima e Sítio dos Nunes e da Sede aguardavam ansiosos pela chegada da Imagem da Virgem. A demora e o cansaço, pelo fato de estarem em pé o tempo todo só tinha uma única explicação: ninguém queria perder o momento sublime da chegada.
E foi emocionante: às 7:30 da noite, foi anunciado pelo Monsenhor João Carlos Acioly Paz que a imagem estava entrando no trevo que dá acesso à cidade. Apesar da distância de menos de meio quilômetro que separam trevo e Largo da Rodoviária, passaram-se ainda 15 minutos até o momento esperado.
Foi grandioso, sublime, histórico e inesquecível! Quando o carro do Corpo de Bombeiros anunciou a chegada acabou o cansaço, acabou a espera. Mas, a multidão ainda teve que esperar uma enorme caravana de moradores de Calumbi que, parecem achando pouco a ansiedade dos católicos de Flores, resolveram dar um show! Surpreendente a atitude dos calumbienses, a demonstração de fé daquela gente encantou os florenses. Nossa filha mais nova deu um exemplo de devoção a Maria.
E, após quase três horas de espera, eis que surge reluzente a Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida, cruzando o chão florense, a Terra de Nossa Senhora da Conceição – a Mesma Maria. Daí em diante a multidão seguiu emocionada. As conversas eram de emoção, de fé e de muita devoção.
As autoridades também fizeram-se presentes: a Prefeita de Flores – Soraya Morioka, com o seu esposo Kazuo Morioka; o vice-prefeito Chico dos Correios e sua esposa Leda; o Prefeito de Calumbi, Joelson, vereadores como Abel Alves, também estiveram entre os fiéis.
À emocionante chegada da Imagem no carro do Corpo de Bombeiros, com acompanhamento da Polícia Militar de Pernambuco e da CIOSAC, da Banda Filarmônica Santo Antonio da Cidade de Carnaíba, seguiu-se a procissão até a Igreja Matriz de Flores, onde foi celebrada missa solene, presidida pelo Padre Rogério, Administrador Paroquial de Calumbí, e concelebrada pelo Monsenhor João Carlos, pároco de Flores, padre Welington, vigário paroquial e pelo diácono Aparecido.
A Imagem ficará durante uma semana, visitando a Paróquia de Flores, e no próximo domingo, segue para a Paróquia de São Sebastião em Quixaba.
Na fé do povo de Flores e Calumbi, assim como de todos os devotos de Nossa Senhora Aparecida há uma certeza: o cansaço nunca vai superar a fé, nem a emoção.

Foi um momento histórico!