Imagine dois irmãos pequeninos que
brincam com terra e água e ficam enlameados. Enquanto estão entretidos
esquecem-se da sujeira e da bronca que levarão da mãe. Mas quando chegam em
casa e se dão conta da lama de suas roupas e de seus corpos, arregalam os olhos
para a genitora que, com o dedo em riste, lhes ameaça: - Mas, o que é
isso!? E as duas crianças, ingenuamente, respondem apontando uma para a
outra: - Foi ele!
É a história – com o devido respeito
aos fictícios personagens do exemplo – entre Guilherme Uchôa – Presidente da
Assembleia Legislativa de Pernambuco e Pedro Henrique Reynaldo Alves –
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - PE.
Essas duas criaturas, com as mãos,
pés, roupas, caras e vidas lodosas pela falta de ética, têm a ousadia - e sem
um pingo de ingenuidade - de apontarem as sujeiras um do outro.
Um, que quer se eternizar na
presidência da Casa Joaquim Nabuco, vem sofrendo fortes críticas por parte do
presidente da OAB-PE, Pedro Henrique, ameaçando de até impetrar uma Ação
Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Com a cara “suja”, ainda ataca duramente a aprovação do aumento de 26,34%
no salário dos deputados estaduais, que passará a ser de R$ 25 mil. “Não dá pra
ser hipócrita e achar que um deputado ganha R$ 25 mil. A verdade é que um
deputado tira de R$ 100 mil a R$ 150 mil por mês”, disse.
A outra criança danada, apontou seu
dedo sujo de “lama” acusando o presidente da OAB de ser marajá e de perceber um salário
maior do que os deputados na condição de procurador do Estado, sem trabalhar.
Mostrou que Pedro Henrique ganha do Estado R$ 27 mil, R$ 2 mil a mais que um
deputado, sem dar expediente na Procuradoria, mas no seu escritório particular.
E acrescentou: “Em dezembro, ele recebeu cerca de R$ 8 mil a mais que um
deputado. Um trabalhador passa 25 meses para receber um salário de deputado e
35 meses o de Pedro Henrique. Ele ganha muito mais que um deputado”.
Uchoa, foi mais além: “Pelo que eu
saiba, nos últimos dois anos, não tem uma audiência em nome do Estado e nenhum
parecer assinado por Pedro Henrique. Isso é justo? É constitucional? É moral? É
legal? “Do Estado, ele embolsa R$ 400 mil por ano. “Dá para inferir, portanto,
que estamos diante de um tremendo marajá”, finalizou o eterno presidente da
ALEPE.
E a mãe (que é o povo) desses
“meninos’ levados, só faz perguntar: Mas, o que é isso!?
